domingo, 8 de março de 2009

"Vai, Planeta! O poder é de vocês!"






Vou dar uma paradinha no futebol para dar vez a um post ecologicamente correto. Em uma das minhas cada vez mais frequentes noites de insônia, no intervalo de um dos episódios repetidos de Simpsons na televisão, fui surpreendido com um comercial muito interessante (vídeo no fim do post), da campanha One Degree Less (Um Grau a Menos), criada pela
GBC (Green Bulding Council), uma entidade sem fins lucrativos que incentiva a indústria de construção sustentável no país. A ideia é muito simples: pinte seu telhado de branco e ajude a diminuir a temperatura do planeta em um grau. Achei fantástico, e decidi então me aprofundar um pouco mais sobre o assunto.

De acordo com um estudo científico de um pesquisador do Lawrence Berkley National Laboratory (California, EUA), cerca de 25% da área de uma cidade é composta por telhados. Nas ilhas de calor - áreas urbanas que apresentam temperaturas de 1º a 6º mais alta do que áreas rurais próximas, como Madureira, por exemplo -, os tetos dos edifícios, quase em sua totalidade, são cinzas, e os das residências marrom ou vermelho, cores que absorvem cerca de 80% da luz, que é transformada posteriormente em calor. Com um telhado branco, a reflexão é de 90%, e numa área de 100m² pintados de branco, é possível compensar 10 toneladas de emissão de gás carbônico.

Algumas pessoas julgam essa ideia como mirabolante, já que diminuiria "apenas" um grau na temperatura, mas não sabem que isso é o suficiente para atrasar - e muito - os efeitos do aquecimento global. E se não quiserem pensar no planeta, que pensem no próprio conforto e no bolso, porque é comprovado que a casa fica muito mais fresca (a temperatura chega a abaixar cerca de 30º no verão) e diminui-se, portanto, a necessidade de gastos com ar-condicionado. Logo, gasta-se menos com luz e, no final das contas, sobra dinheiro.

Não adianta pintar o teto de branco, e desperdiçar luz, água e poluir o planeta, mas uma pequena atitude correta pode gerar muitas outras. Eu vou preparar uma pequena apresentação para mostrar à síndica do prédio e a todos os moradores os benefícios de um telhado branco. Façam o mesmo, divulguem, lutem por um mundo mais limpo, que só trará benefícios aos nossos filhos e netos. Como diria o Capitão Planeta, personagem de um desenho animado dos anos 90, "O poder é de vocês!", "Vai, Planeta!".

* Em tempo, parabéns à todas as mulheres pelo dia de hoje!


Links úteis

Website oficial da campanha

Comunidade do orkut

sábado, 7 de março de 2009

A ousadia que vem de Cabo Frio

O ano mudou, o regulamento mudou, mas o Campeonato Carioca continua praticamente o mesmo. Os times pequenos seguem medrosos, especialmente ao jogar fora de casa, e são presas fáceis para os quatro "grandes". O Americano surgiu como grande sensação, mostrando um vigor físico acima da média, e parecia que as coisas seriam diferentes em 2009, mas bastou os adversários se equipararem no fôlego, e o time de Campos foi perdendo força, até perder a vaga para a semifinal da Taça Guanabara, que era dada como certa depois do início arrasador. Alguém com certeza dirá: "Não é bem assim, o Resende atropelou o Flamengo". É verdade, mas nada me tira da cabeça que foi algo de momento, basta ver que o time do sul-fluminense foi massacrado pelo Botafogo na final da competição, e a vaga para as fases decisivas só veio por causa da injusta punição do TJD ao Vasco pelo caso Jéferson.

Mas não são esses dois times que me chamam atenção, e sim a Cabofriense. Não estive presente na preparação do time da Região dos Lagos, mas sempre estive à par do trabalho do time, e hoje pude confirmar o que me encanta na equipe: a ousadia e ofensividade do esquema tático armado por Ademir Fonseca, o 3-4-3, que tem apenas um setor que ainda parece gerar dúvidas: o trio de zaga, composto por João Paulo, Demerson e Douglas, que vêm tendo atuações irregulares. Os três não funcionaram nesta noite, contra o Flamengo, mas as falhas foram corrigidas com a entrada de Valdir no lugar de Douglas e a passagem de Da Silva para a defesa, o que deu certo durante quase todo o jogo.

Fabinho, Anselmo Ramón e Maciel fizeram uma partida muito correta. Anselmo, de apenas 20 anos, marcou um gol típico de centroavante, o sexto do vice-artilheiro do Estadual, enquanto Fabinho e Maciel voltavam para marcar nas laterais quando o time não tinha a posse de bola. No segundo tempo, Roberto entrou e também teve boa exibição, confirmando as boas opções que o técnico Ademir Fonseca dispõe. A vaga para as semifinais da Taça Guanabara ficou por um ponto, graças ao empate cedido nos minutos finais para o Duque de Caxias na última rodada.

Com um mais alguns ajustes, como um upgrade físico, a equipe engrene, se classifique para a fase final da Taça Rio ou para a Série D do Campeonato Brasileiro, o que seriam boas recompensas. Mesmo que a Cabofriense não consiga "nada" neste ano de 2009, o atual time será lembrado pela grande ousadia e ofensividade. Os amantes do futebol bem jogado agradecem.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A importância da manutenção de um trabalho no futebol



A cultura do futebol brasileiro, todos já estão carecas de saber, é de trabalhos à curto prazo e somente são valorizados os resultados imediatos. Entra ano, sai ano, e a maioria dos dirigentes não muda de filosofia. Os três exemplos mais recentes foram no eixo Rio-São Paulo: há duas semanas, Márcio Fernandes, que participou de toda a montagem do elenco, foi demitido do Santos; na Portuguesa, Mário Sérgio - que substituiu Estevam Soares, dispensado na primeira partida do ano - foi mandado embora com a equipe na quinta posição do Campeonato Paulista. Ontem, foi a vez de René Simões, que salvou o Fluminense do rebaixamento no Brasileirão de 2008, ser demitido, mesmo com a vitória por 3 a 0 sobre o Nacional de Patos, da Paraíba, na Copa do Brasil, e depois de ter perdido apenas cinco partidas em sua trajetória no Tricolor das Laranjeiras.

Mas, para o bem do futebol brasileiro, também existem dirigentes lúcidos. Além do São Paulo, que está dois degraus acima de qualquer clube brasileiro em termos de organização, e mantém o fantástico Muricy Ramalho desde 2005 (não há razão para demití-lo), é de tirar o chapéu a postura e a inteligência de clubes como Botafogo, que manteve Ney Franco, Internacional, com Tite, Cruzeiro, que segue apostando no competente e criticado Adílson Batista, e o brilhante Sport, dirigido por Nelsinho Baptista. Assim, os treinadores citados tiveram tempo para montar o elenco durante a passagem de ano, indicaram as peças que eles julgaram necessárias - e não o patrocinador - e adivinhem o que aconteceu? Botafogo, Inter e Sport campeões do primeiro turno, sendo que o time pernambucano é a grande sensação da Libertadores, competição na qual o Cruzeiro, líder folgado do Campeonato Mineiro, também se destaca. Os dois clubes surgem como grandes esperanças brasileiras de trazer o caneco continental para o País.

Os resultados mostram a importância da manutenção de um trabalho à longo prazo, que só rende bons frutos aos clubes. Sou partidário de que temos que seguir os bons exemplos, e se na europa dá certo - basta ver Sir Alex Ferguson no Manchester Utd. e Arsene Wenger no Arsenal -, por que não pode dar certo aqui? É preciso mudar o pensamento, a forma de ver o futebol, mas isso no Brasil parece mais difícil do que fazer com que a FIFA modernize as regras do esporte.

As novas regras ortográficas (hífen)

Hífen: veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra...

Usa hífen:
Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel Não usa hífen
Não usa hífen: Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom

Hiper, inter, super

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional
Não usa hífen: Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico

Sub

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano
Não usa hífen: Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor

Vice

Usa hífen: Sempre: vice-rei, vice-presidente

Pan, circum

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar
Não usa hífen: Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão

Na primeira edição do "Dicionário Escolar da Língua Portuguesa" com as novas regras ortógraficas, algumas palavras apareceram destualizadas, causando dúvidas. No dia 16/01, foram realizadas 56 mudanças pela Academia Brasileira de Letras (ABL). As alterações estão em negrito. Confira as palavras mais utilizadas:

ante‐sala > antessala
beribéri > beri‐béri
chá da índia > chá‐da‐índia
co‐herdeiro > coerdeiro
cricri > cri‐cri
frufru > fru‐fru
gluglu > glu‐glu
hãhã > hã‐hã
megahertz > mega‐hertz
nhenhenhém > nhem‐nhem‐nhém
re‐escrever > reescrever
re‐editar > reeditar (vale para reedição)
re‐educar > reeducar (vale para reeducação)
re‐eleger > reeleger (vale para reeleição e reeleito)
re‐embolsar > reembolsar (vale para reembolso)
re‐examinar > reexaminar (vale para reexame)

Voltar para acentuação

Fontes: G1 e "Escrevendo pela nova ortografia" (Instituto Antônio Houaiss")

As novas regras ortográficas

Em tempos de "Soletrando", decidi reunir aqui, no ALTO-falante, as novas regras de ortografia, que valem desde o dia 1º de janeiro deste ano. O prazo de adaptação à nova maneira de escrever (a forma oral segue sem mudanças) é até o ano de 2012. Os posts do ALTO-falante já são criados com base nas novas regras. Confira abaixo as mais utilizadas. Se preferir, você pode imprimir e andar com ela na mochila, na agenda. Não deixe para a última hora, prepare-se!

Trema(¨): seu uso foi abolido, não se utiliza mais.

Como era:
lingüiça, cinqüenta, agüenta
Como ficou: linguiça, cinquenta, aguenta

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Acentuação 1: some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte).

Como era:
européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia
Como ficou: europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia

* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

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Acentuação 2: some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas.

Como era: Baiúca, bocaiúva, feiúra
Como ficou: Baiuca, bocaiuva, feiura

* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

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Acentuação 3: some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)

Como era:
Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Como ficou: Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos

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Acentuação 4: some o acento diferencial

Como era: Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Como ficou: Para, pela, pelo, polo, pera, coa

* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo

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Acentuação 5: some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar

Como era: Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você
Como ficou: Averigue, apazigue, ele argui, enxague você

As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.

Veja como ficam as regras para o uso do hífen


Fontes: G1 e "Escrevendo pela nova ortografia" (Instituto Antônio Houaiss")

sábado, 27 de dezembro de 2008

Será que os filhos dos cartolas cariocas jogam video-game?

Calma, leitor. O post a seguir não é para defender os dirigentes, ou muito menos culpar os filhos deles pelas atuais administrações ridículas dos clubes do Rio de Janeiro, principalmente os quatro "grandes". Muito pelo contrário. Mas é que eu ouço falar e leio, há pelo menos dois anos, que "o São Paulo é um exemplo de administração, tem sempre uma lista de contratos de jogadores que estão por terminar".

Não é novidade que a forma com que os dirigentes do Tricolor Paulista comandam o clube está anos luz à frente dos cariocas, mas não deveria ser algo normal ter uma lista de jogadores - principalmente os seus - com contratos à expirar? Por que as diretorias de Botafogo e Fluminense, só para citar dois exemplos, não se movimentaram para renovar os contratos de de membros importantes como Lucio Flavio e Washington, que saíram de General Severiano e das Laranjeiras, respectivamente, de graça? Por que, no começo do ano, não pensaram na possibilidade de perder seus destaques no fim da temporada? Caso não quisessem renovar, poderia se tentar uma venda para engordar o caixa e trazer um substituto à altura (esse tema fica para um próximo post).

Mas, como não fazem isso, vou deixar aqui uma dica para todos os cartolas cariocas, e também pedir para os filhos deles que os avisem sobre isso: que tal, ao invés de fumar charutos, tirar 30 minutos de um dia para baixar um joguinho estilo manager para o computador? Neles, pode-se criar uma lista de todos os jogadores com contratos a expirar e, então, adivinhem? Quando os acordos terminam, você pode abordá-los para assinar com o clube que você comanda. E eles podem vir de graça!!! De graça, sem nenhum custo, somente o dos salários!!! Fantástico, não? Ao invés de precisar gastar, suponhamos, R$ 5 milhões para uma contratação, mais R$100 mil por mês de remuneração para trazer um jogador, pode-se oferecer um salário R$130 mil mensais sem ter o gasto da contratação. Muito melhor, não?

Imagino que os dirigentes do São Paulo, e agora do Corinthians, que tirou Túlio e Jorge Henrique do Botafogo, não precisem fazer isso, mas já que os do Rio de Janeiro não aprendem com o exemplo que o Tricolor Paulista dá desde 2004/2005, e não conseguem fazer isso de forma profissional, que tal treinar no computador? Eu, por exemplo, já montei times fantásticos com poucos recursos. Como dizem alguns amigos: fica a dica ;-)

Mensagem de boas vindas

Olá, galera!
Inicio aqui o blog "O ALTO-Falante". E não se trata de nada falando sobre equipamentos de som, é apenas um joguinho com a minha altura (2m), e o fato de eu gostar de falar. Admito que ter um blog nunca foi algo de grande interesse meu, já tentei ter um, mas não consegui mantê-lo nem por dois meses.
Agora, depois de começar a cursar a faculdade de jornalismo, e depois de começar a estagiar no ramo (www.srzd.com/futrio), a idéia voltou à minha cabeça. Como alguns coleguinhas sugeriram, vou usar o blog como uma extensão do meu trabalho, procurar fazer análises leves sobre o cotidiano, focando mais no esporte, que é o meio que eu atuo e conheço mais profundamente.
Espero que todos gostem. Se gostarem, indiquem para um amigo e peçam para que ele faça o mesmo, e assim por diante. Aguardem o primeiro post, de fato, sobre um assunto relevante, em alguns momentos.
Obrigado pela visita, e voltem sempre!

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